170 ANOS FORMANDO MÚSICOS DE EXCELÊNCIA

A mais encantadora das flautas

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O projeto Ópera na UFRJ realizará sua 21ª montagem com A flauta mágica, a mais popular ópera de Mozart, como parte da programação comemorativa dos 170 anos da Escola de Música da UFRJ. A temporada tem início com quatro récitas abertas ao público no Salão Leopoldo Miguez, de 21 a 24 de junho; em seguida, a ópera será apresentada no Teatro Municipal de Niterói, de 29 a 01 de julho, no programa Óperas de Inverno. 

  Foto: Rafael Reigotto
  Ensaios da montagem
   
 

RÉCITAS

21 e 22 de junho, 19h; e 23 e 24 de junho, 16h - Salão Leopoldo Miguez, Escola de Música da UFRJ. Rua do Passeio, 98, Centro. Tel.: 2240-1441. Lotação: 450 lugares. Entrada Franca. Faixa etária livre.

29 de junho, 19h; 30 de junho e 01 de julho, 16h - Teatro Municipal de Niterói, Óperas de Inverno. Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói. Tel.: (21) 2620-1624. Lotação: 292 lugares. Entrada: inteira (R$ 10,00); Meia entrada (R$ 5,00); 1 k de alimento não perecível (R$ 5,00). Faixa etária livre. 

   

Com direção musical de Inácio De Nonno, direção cênica de Julianna Santos, regência de André Cardoso e Felipe Prazeres, e direção coreográfica de André Meyer, a montagem conta com dois elencos compostos por solistas formandos e formados da Escola de Música e do Instituto Villa-Lobos/UNIRIO; a Orquestra Sinfônica da UFRJ; o Coral Brasil Ensemble e cantores do Coro Infantil da UFRJ; e bailarinos da Companhia de Dança Contemporânea da UFRJ. Na criação e confecção do cenário e figurinos, estudantes dos cursos de Artes Cênicas da Escola de Belas Artes; e na direção cênica, estudantes da Direção Teatral da Escola de Comunicação.

A flauta mágica é a última e a mais conhecida ópera de Mozart, que agrada ao público adulto, com temas como o da Rainha da Noite, e às crianças, com as engraçadas aventuras de Papageno. A ópera conta a história do príncipe Tamino, que parte para o reino de Sarastro para libertar a bela Pamina, filha da Rainha da Noite. Tamino é perseguido por uma terrível serpente, desmaia e é salvo pelas Três Damas, ao mesmo tempo em que chega um caçador de pássaros, Papageno. As Damas mostram um retrato da princesa e contam que ela foi raptada pelo mago Sarastro. A Rainha aparece e pede a Tamino, já perdidamente apaixonado ao ver o retrato, que vá salvá-la. O príncipe recebe da Rainha uma flauta que ao ser tocada é mágica e pode livrá-lo dos perigos. Ele segue acompanhado de Papageno, que recebe um carrilhão também mágico. Para libertar Pamina, Tamino deve passar por provas para cruzar as portas dos templos da Razão, da Sabedoria e da Natureza e, assim, merecer o amor da princesa.

Mozart levou à perfeição todas as formas musicais que existiam em seu tempo. Nenhum outro compositor, na história da música, conseguiu, como ele, trabalhar com tanta inventividade todos os gêneros então existentes, da ópera à música de câmara. Genialidade em estado puro, foi capaz de transformar um libreto com uma história simples, como a de A flauta mágica, em uma das mais sublimes criações humanas.

A escolha dessa obra tem um significado muito especial, por ter sido a montagem inaugural do projeto, criado em 1994 por inciativa de estudantes de Canto da Escola de Música. Segundo Luiz Kleber, professor de Canto da UFPE e um dos idealizadores do projeto como estudante, "sua importância é imensa, não só para os alunos, mas para o público em geral. Montagens operísticas de qualidade são muito mais que um breve entretenimento, se revelando um estímulo à sensibilidade humana. Elas nos provocam, nos excitam, nos enriquecem, nos enlevam e abrem nossa alma a outras percepções."

Cantada em alemão e com diálogos em português, A flauta mágica, com sua música genial que agrada a todos, abre as portas de um mundo mágico de canto e música orquestral, de personagens fabulosos em criativos e coloridos figurinos se movimentando em um cenário impactante com seus jogos de luz. São mais de duas horas de grande divertimento musical e de espetáculo cênico.

 

FICHA-TÉCNICA

 

Direção Musical
Inacio De Nonno
Assistente: Jean Molinari

Direção Cênica
Julianna Santos
Diretores Assistentes: Cilene Guedes, Lucas Massano, Conrado Cerqueira

Regência
André Cardoso, Felipe Prazeres, Jean Molinari

Elencos Carmen Gomes e Yvone Zita
Tamino: Guilherme Moreira, Paulo Ribeiro
Pamina: Paolla Soneghetti, Jaqueline Rezende
Papageno: Rafael Siano, Cyrano Sales
Papagena: Juliana Sampaio, Alessandra Quintes
Sarastro: David Monteiro, Patrick de Oliveira
Rainha da Noite: Loren Vandal, Dhulyan Contente, Natalia Trigo
Primeira Dama: Isabela Vieira, Bruna Figueiredo
Segunda Dama: Crislaine Hildebrant, Monalisa Lima
Terceira Dama: Lily Driaze, Dani Sardinha
Monostatos: Roberto Montezuma, André Novaes
Orador: Thiago Teixeira
Primeiro Homem de Armas: Saulo Laucas
Segundo Homem de Armas: Iago Cirino
Três Gênios: Carolina de Melo Morel, Carolina Campos, Isabele Montanholi, Leticia Menezes, Nicole Costa, Roberta Pachá, Tie de Kühl

Coro

Direção: Maria José Chevitarese
Sopranos: Aline Martins do Espírito Santo, Célia Regina Koury, Isabela da Silva Oliveira, Luana Diehl, Meirilene do Nascimento dos Santos, Nila Carla dos Santos Fernandez, Renata Cardoso Vianna, Sarah Garcia Solotto
Contraltos: Agatha Lopes Vieira, Amanda Feitosa, Cecilia Lisboa Cardoso, Jessica do Nascimento dos Santos, Luana do Nascimento dos Santos, Tatiane Souza
Tenores: Aderbal Ribeiro Soares, Calebe Nascimento Moreira, Gabriel Barbieri, Gabriel Moreira da Silva, Fabio do Carmo de Sá, Suelio Brendo Santos Almeida
Barítonos: Anderson Bruno da Silva de Azevedo, Gilmar Nascimento Garantizado, Kaique Costa Stumpf, Ullisses Areias de Paiva César

Companhia de Dança Contemporânea da UFRJ

Diretor: André Meyer
Diretor Assistente: Diego Salvatore
Intérpretes: Camila Gonçalves Reis, Diego Salvatore, Erivan Borges Simões, Gabriela Mancini Mainardes, José Édipo da Silva Santos, Lucas Santos da Silva, Marcos Frederico Miranda Klein, Marcos Vinicius de Moraes Lima Pereira, Maria Fernandes Rocha de Moraes, Victória Pedro e Araújo

Orquestra Sinfônica da UFRJ

Direção Artística: André Cardoso, Ernani Aguiar

Primeiros violinos: Marco Catto, Sarah Cesário, Caroline de Santa Rosa, Talita Vieira, Inah Kurrels, Ricardo Coimbra, Iago Pereira, Felipe Damico, Luiza Chaim, Adailson de Barros, Mariana Machado, Anne Karolyne Lima, Isabela Rangel
Segundos violinos: Andréia Carizzi, André Bukowitz, Angélica Alves, Lotta Alvin, Her Agapito, Jonathan Alves, Kelly Davis, Joyce Veiga, Anderson Azevedo, Paulo Roberto, Sonia Katz, Marilia Aguiar, Adonhiran Reis
Violas: Cecília Mendes, Denis Rangel, Francisco Pestana, Ivan Zandonade, Ligia Maria Fernandes, Rúbia Siqueira
Violoncelos: Gretel Paganini, Mateus Ceccato, Paulo Santoro, João Bustamante, Ricardo Santoro, Márzia Miglietta
Contrabaixos: Larissa Coutrim, Rodrigo Favaro, Roni Carvalho, Tarcísio Silva, Voila Marques
Flautas: Gabriel Carvalho, Lincoln Sena, Caroline Ribeiro
Oboés: Leandro Finotti, Pierre Descaves, Stefanny Ribeiro
Clarinetas: Márcio Costa, Matheus Martins, Vanessa Prado
Fagotes: Mauro Ávila, Gabriel Gonçalves, João Luiz Maciel
Trompas: Tiago Carneiro, Mateus Lisboa, Tigrano Pedreira
Trompetes: Ezequiel Freire, Rafael Sant’Anna, Rodrigo Jansen
Trombones: Nicolas Fernandes, Carlos Henrique Silva, Erick da Costa
Tímpanos: Pedro Moita, Rafael Oliveira
Direção de produção: Vanessa Rocha
Produção executiva e coordenação de palco: Paula Buscácio
Monitor de Regência: Felipe Damico
Monitora de Prática de Orquestra/Sinfônica: Anne Karolyne Lima
Monitores de Prática de Orquestra/Sopros: Caroline Moreira, Fausto Maniçoba
Monitor Mestrado/Sopros: Jean Molinari
Direção Sopros: Marcelo Jardim

Pianista Acompanhador
Regina Barros, Jean Molinari, Gustavo Ballesteros

Cenografia
Orientação: Cássia Monteiro
Cenógrafos: Kelly Malheiros, Nícolas Gonçalves;
Cenógrafos Assistentes: Carolina Maduro, Jovanna Souza, Marcio Rosa, Suelen Refrande;
Estagiários de Cenografia: Alice Schultz; Allan Barbosa; Bea Santos; Beatriz Gonçalves; Bianca Banhara; Joana Page; Julianna Dias; Lara Scaramussa; Rachel Baker; Sophia Chueke; Vanessa Mendes; Vinicius Lopes; 
Orientação de Pintura de Arte: Martha Werneck; 
Pintura de Arte: Karen Cariello; Revelyn Veloso; 
Cenotecnia: Humberto Jr e Equipe; 
Montagem: Beto de Almeida

Figurinos
Orientação: Desiree Bastos
Figurinistas: Anne Chalão Lucchesi, RAFFA;
Figurinistas Assistentes: Carolina Costa, Carolline Amaral, Giovana Santoro, Igor Nascimento, Jady Marques, Jéssyca Garcia, Julia Araújo, Julia Galhano, Luís Sá, Rodrigo Barreto

Iluminação
Direção: José Henrique Moreira;
Assistente: Laís Patrocínio;
Montagem e Operação: Serviço Universitário de Apoio Teatral (SUAT)

Programação Visual
Anna Carolina Bayer

Ilustração
Orientação: Graça Lima;
Ilustração da Capa: Bruna Eisbach;
Ilustradores: Àgatha Miranda; Ana Martins; Gustavo Lima; Mariana Fernandes; Myrella Nobio; Nathalia Alves; Rafael Barbosa; Victoria Emerick

Fotografia
Rafael Reigotto

Coordenação Geral
Andrea Adour, José Mauro Albino

Inacio De Nonno
Doutor em Música pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), onde concluiu tese baseada na obra vocal de César Guerra-Peixe. Mestre suma cum laude pela UFRJ, Professor nas classes de Canto e Dicção da Escola de Música da UFRJ, onde é Chefe do Departamento Vocal. Prêmio Especial para a Canção Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro, do repertório de Inácio De Nonno constam mais de 30 primeiras audições mundiais de peças e óperas especificamente para ele escritas, incluindo autores como Guerra-Peixe, Ronaldo Miranda, J. Guilherme Ripper, Ernani Aguiar. No repertório sinfônico, como baritono se apresenta por todo o país como solista na 9ª Sinfonia de Beethoven, Carmina Burana de Carl Orff, Messias de Hendel, Ein Deutches Requiem de Brahms, Requiem de Fauré e de Mozart. Tem participação em 26 CDs gravados, todos dedicados ao repertório brasileiro. O CD da ópera Colombo, de Carlos Gomes, onde Inácio De Nonno interpreta o papel título, ganhou o prêmio da APCA e o prêmio Sharp de 1998. No gênero operístico, conta hoje com mais de 40 papéis, entre os quais sucessos como o Fígaro de O Barbeiro de Sevilha (Rossini) e Bodas de Figaro (Mozart); Enéas em Dido e Enéas (Purcell); Marcello em La Boèhme (Puccini); Mamma Aghata em Vivva la Mamma (Donizetti); Germont em La Traviata (Verdi); Renato , em Un Ballo in Maschera, e o papel título da ópera Rigoletto (Verdi).

Julianna Santos
É graduada em Direção Teatral pela UFRJ. Em 2003, ainda na universidade, iniciou seu trabalho como assistente de direção da ópera Le Nozze di Figaro, de Mozart. Desde então começou a trabalhar como assistente de direção nos principais teatros de Ópera do país, participando da montagem de aproximadamente 70 diferentes produções. Trabalhou nos tradicionais Theatro Municipal de São Paulo e Theatro Municipal do Rio de Janeiro, bem como no Palácio das Artes de Belo Horizonte e Theatro São Pedro em São Paulo. Participou por três anos consecutivos do Festival de Amazonas de Ópera e, em 2013, dirigiu a ópera O Morcego, de Johan Strauss. No Festival de Inverno de Petrópolis remontou as óperas Cosi Fan Tutte e As Damas Trocadas. Em 2010 dirigiu o concerto cênico Máscaras”no Theatro Municipal de Niterói e também a ópera La Traviata em versão reduzida para piano no CCJF. Por cinco semanas acompanhou o processo de remontagem da ópera Rapto no Serralho, de Mozart, na Opera Company of Philadelphia. Durante quatro anos fez parte da equipe fixa de Direção Cênica do Theatro Municpal de São Paulo, assumindo a função de Diretora Residente, acompanhando o processo de montagem e prestando assistência de direção a todos os renomados diretores cênicos convidados. Nesse período foi responsável pela direção de remontagem das operas La Boheme e Cavalleria Rusticana, trabalhando com grandes nomes da lírica nacional e internacional. Em 2017 dirigiu La Tragedie de Carmen no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2018 dirigiu, no Festival de Ópera de Manaus o laboratório da ópera barroca Acis and Galatea.

André Cardoso
É solista e regente graduado pela Escola de Música da UFRJ, com Mestrado e Doutorado em Musicologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio, 2001). Estudou regência com os maestros Roberto Duarte e David Machado. Recebeu, durante três anos, bolsa da Fundação Vitae para curso de aperfeiçoamento na Argentina com o Maestro Guillermo Scarabino, na Universidade de Cuyo (Mendoza) e no Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1994 foi o vencedor do Concurso Nacional de Regência da Orquestra Sinfônica Nacional, passando a atuar à frente de conjuntos como a Orquestra Sinfônica da Paraíba, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, Orquestra Sinfônica de Campinas, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobras Sinfônica e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi maestro assistente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro entre 2000 e 2007. É professor de regência e prática de orquestra da Escola de Música da UFRJ, instituição da qual foi diretor por duas gestões, e regente titular da Orquestra Sinfônica da UFRJ. É membro da Academia Brasileira de Música e presidente por dois mandatos. Foi diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro na gestão de João Guilherme Ripper.

Maria José Chevitarese
Professora Titular de Canto Coral da UFRJ e Diretora da Escola de Música da UFRJ, desenvolve trabalhos na área de inclusão sociocultural através do canto coral e da música coral brasileira com foco principal nos séculos XX e XXI. Recebeu por três vezes o prêmio PROEXT Cultura, do Ministério de Educação, pelo projeto A Escola vai à Ópera, que tem por objetivo introduzir crianças da rede pública na linguagem da ópera. É a idealizadora e regente do Coral Infantil da UFRJ, criado em 1989, que tem em sua bagagem musical a atuação em mais de 30 montagens de óperas, cantatas, balés e obras sinfônicas no Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e do coral Brasil Ensemble-UFRJ, criado em 1999, grupo que se dedica especialmente aos compositores brasileiros. 

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